quarta-feira, 19 de março de 2008
Avaliação simplificada
- primeiro, esta avaliação será, no essencial, semelhante àquela que todos os anos fazia, através do relatório anual de desempenho (no caso dos professores contratados), apenas tendo como nuance a assiduidade;
- segundo, tendo em conta esta "semelhança", qual a justificação para se dizer que a nova avaliação se está a processar?
Daqui retiro três conclusões:
1 - afinal, a realização da nova avaliação neste ano lectivo é uma falácia, que apenas serve de propaganda para povo ver;
2 - o tal rigor que apregoavam ser absolutamente necessário a partir já deste ano, fica de lado, visto que esta avaliação é simplesmente uma pálida imagem da avaliação prevista na lei.;
3 - esta foi a forma de o ME não perder a face, e de alguma forma, "calar" a contestação dos professores.
O problema, é que se caímos na armadilha, a avaliação no próximo ano não mudará nada relativamente ao previsto no decreto regulamentar n.º2/2008, e aí, a posição de força que conquistámos no dia 8 de Março, desaparece, e por fim, seremos vencidos... O Ensino Público, será vencido!
A Luta tem de continuar! Por um Ensino Público de qualidade!
domingo, 16 de março de 2008
Leitura obrigatória - Entrevista a Mário Nogueira
Excelente entrevista, em que Mário Nogueira fala, de uma forma clara, das medidas que se querem impor, das propostas que defendem, da relação com o Ministério da Educação! Leitura obrigatória!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Entrega da Petição na Assembleia da República
Na entrega estava também presente um deputado do PS, Fagundes Duarte, que admitiu alguma justiça nas nossas pretensões e mostrou abertura para a reformulação do Decreto Regulamentar n.º3/2008.
Entrega da petição na comunicação social:
RTP
Público
Portugal Diário
TVNet
SOL
quarta-feira, 12 de março de 2008
A Luta Continua - Entrega da petição contra a Prova de Ingresso
Quem puder comparecer, a vossa presença é importante!
Reenviem aos vossos contactos.
domingo, 9 de março de 2008
Marcha da Indignação
Cheguei a casa. Cansado, com os pulsos doridos de vários km a andar de muletas, só pensava em me deitar e dormir. Mas a curiosidade venceu, e lá fui eu dar uma vista de olhos na internet. Queria assegurar-me se aquilo que tinha visto e sentido em Lisboa, do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço, era o que a comunicação social tinha visto também. Desta vez não houve números falsos vindos do Ministério da Educação, o número era praticamente consensual entre polícia e órgãos de comunicação social, quase 100 000 professores na rua! Este número até assusta. Tendo em conta que há perto de 170 000 professores em Portugal, entre empregados e desempregados, quer dizer que bem mais de metade deste universo juntou-se em Lisboa para dizer à ministra que não estão do lado dela, que quem a tem contestado ao longo destas últimas semanas não são apenas comunistas ou partidários de outro qualquer partido, que ela não tem a confiança para resolver o que quer que seja na Educação. Foi lindo ver um oceano de gente, com bandeiras, cartazes, tshirts alusivas, a dizer à ministra: Não a Esta Avaliação, Não à Prova de Ingresso, Não ao Modelo de Gestão, Não à sobrecarga de horário, entre outros.
instantes:
1 - O meu grupo da Grão Vasco, de Viseu, não eram muitos, mas eram bons! Parabéns aos colegas que foram, numa escola nos últimos tempos com pouca tradição na Luta, mas que começa a mudar!
2 - Atrás de mim, vinha um grupo de professores aposentados. Bem haja a esses professores que, não sendo afectados por estas políticas, têm orgulho em lutar pelos seus colegas e pela Escola Pública.
3 - Impressionante a frente do enorme grupo de vinha do Norte. Quem visse, ficava assustado: bem compactos, a ocupar toda a faixa e parte dos passeios, e ao som da música do carro à frente, todos a dançar e a cantar palavras de ordem. Espectacular! O pessoal do Norte é assim mesmo!
4 - Gostei de ver muitas pessoas a assistir à marcha e a aplaudirem-nos. Vários pais com cartazes a darem o seu apoio aos professores mereceram o aplauso da marcha!
5 - Vi a Federação de Associação de Pais de Viseu a participar na Marcha! O muito obrigado por essa demonstração de confiança em quem, na realidade, ensina os seus filhos!
sábado, 8 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Prós e Contras
António Lobo Antunes, Prós e Contras
PS: Absolutamente lamentável a actuação raivosa e revangista da Fátima Ferreira de Campos.
segunda-feira, 3 de março de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Manif dia 8: sindicatos esperam 25 mil professores
Algumas notícias onde se fala da prova de ingresso:
Portugal Diário
Sol
Um artigo interessante de 1 de Fevereiro (um pouco atrasado, mas bastante actual) sobre a prova de ingresso, por um professor com mais de 20 anos de carreira. Ler aqui
É bom sentir que não estamos esquecidos! Agora só falta os contratados unirem-se e fazerem-se ouvir dia 8 na MAIOR MANIF DE PROFS DE SEMPRE!!!!!!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Declaração do Movimento Democracia - Prova de Ingresso
Pedido a todos os professores
Os professores finalmente estão a unir-se, mas os assuntos mais directamente relacionados com os professores contratados estão a passar completamente ao lado... Já vi órgãos de comunicação social dizerem que os professores estão a lutar contra a avaliação, contra as aulas de substituição, contra o novo modelo de gestão, contra o fim do ensino artístico, contra as novas regras do ensino especial, etc, mas prova de ingresso, nada! Temos que ser nós a lutar por esse reconhecimento, pois mais ninguém o faz!
Todos nós somos professores! Todos nós estamos a lutar! Todos nós temos o direito a ver reconhecida a nossa luta! Todas as lutas!
Contra esta avaliação!
Contra este modelo de gestão!
Contra a Prova de Ingresso!
Filipe Araújo
Movimento Democracia
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Comentário ao Prós e Contras
Louvem-se algumas participações, de professores que foram capazes de colocar a ministra a esconder-se em assuntos sem interesse no debate de ontem, numa fraca tentativa de salvar a face...
Como se viu ontem, existem todas as razões e mais algumas para este ano a avaliação parar e ser reanalisada, e não se viu um único fundamento apresentado pela ministra no sentido de explicar o porquê dos requisitos obrigatórios para o avanço da avaliação, previstos no decreto, elaborados por eles, não estarem a ser cumpridos...
PS: Mais uma vez, nada foi dito sobre os contratados... É pena!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Petição Contra a Prova de Ingresso na Carreira Docente
A data de entrega está por definir, e será aqui divulgada oportunamente.
Filipe Araújo
Movimento Democracia
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Entrega
Dia 25 de Fevereiro, pelas 11 horas, será entregue a Petição Contra a Prova de Ingresso na Carreira Docente, no Governo Civil de Viseu.
Depois de revista, e todas as assinaturas incorrectas retiradas, a petição conta com 11686 assinaturas.
Eu estarei presente, como autor da petição.
O Movimento Democracia estará presente.
O Cartel estará presente.
E tu?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Entrega da petição
Depois de revista, e todas as assinaturas incorrectas retiradas, a petição conta com mais de 11000 assinaturas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Nova petição contra a prova de ingresso - assinem
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Mais um excelente texto - Prova de Ingresso
Joana não beneficiou de qualquer apoio ao nível da Orientação Vocacional e Profissional na sua escola secundária, uma vez que a professora, perita de orientação vocacional, se tinha reformado e não tinha sido substituída por ninguém capaz de a ajudar. Só as conversas com os pais e amigos representaram a ajuda necessária, mas foi com muitas dúvidas que, no final do 12º ano, fez a sua candidatura a vários cursos do Ensino Superior. Entrou no curso de professores do Ensino Básico-1º Ciclo e ficou contente porque gostava muito de crianças, mas a sua postura tímida e pouco assertiva fazia-a pensar que nunca viria a ser uma boa professora. Durante o curso não teve dificuldade em se apropriar dos conteúdos científicos das diversas disciplinas porque tinha interesse pelo saber e grande capacidade de estudo, o que fazia dela uma aluna com bons resultados nos testes e trabalhos escritos.
Contudo, tal como ela mesma tinha consciência, os primeiros contactos com o terreno evidenciaram os seus problemas de comunicação e claras dificuldades na gestão de uma sala de aula. Se com as crianças uma a uma, numa relação não mediada pelo ensino-aprendizagem, Joana era capaz de estabelecer um bom entendimento, com a turma não o conseguia fazer. A Joana na teoria sabia tudo e era correcta a forma como entendia o currículo e planificava as aulas, mas na prática era uma estagiária medíocre por não conseguir ultrapassar a sua timidez, quase uma característica da sua personalidade. Há alunos cujo problema é inverso ao da Joana e isso é igualmente problemático. Que papel podem ter os professores da formação inicial em relação ao problema da Joana?
Ao contrário do que o Decreto Regulamentar nº. 3/2008 [1] parece indicar, não há hoje formação inicial de professores sem verificação de competências em contexto real. Nas licenciaturas em Educação, isto é, aquelas que se dedicam a formar professores, a iniciação à prática profissional é obrigatória, quer seja numa modalidade de estágio integrado ou de estágio final (concentrado no último ano). Ora as escolas onde decorrem os estágios não são laboratórios ou escolas fictícias (nem sequer escolas “anexas” como aconteceu em tempos), nem há escolha de escolas melhores para estágios; pelo contrário a diversidade social e cultural é um dos critérios mais importantes para a selecção da escola e das turmas. O Ministério do Ensino Superior, muito provavelmente concertado com o Ministério da Educação, solicita na aprovação dos cursos a entrega dos protocolos celebrados com as escolas de Ensino Básico que permitem aos alunos a realização de estágios, não há por isso forma de fugir a esse controle, ele já existe.
É a constante interacção dos alunos de formação inicial de professores com situações reais que permite detectar casos como o da Joana e que impede que a sua certificação possa ocorrer sem que o problema esteja resolvido, não obstante a Joana ter provado que no domínio dos conhecimentos ela até estaria apta para exercer a sua profissão. Muita gente acredita que depois de se certificar alunas como a Joana, ela perderá a sua timidez e conseguirá gerir uma turma, mas se não conseguir? Podemos mesmo pensar que o problema se pode agravar. No entanto, a Joana também ultrapassaria provavelmente com êxito a prova de ingresso ao Ensino Superior tal como está proposta no decreto que o ME concebeu.
Afirma-se, na introdução do já referido Decreto Regulamentar que estabelece o regime da prova de Ingresso na Profissão, que ela será uma prova de avaliação de conhecimentos e competências transversais às diversas áreas de docência, mas no resto do decreto nada mais consta sobre as referidas competências. No artigo 5º só se refere uma componente comum (a todos os grupos de recrutamento) composta pelo domínio da Língua Portuguesa e pela capacidade de raciocínio lógico necessário à resolução de problemas, estas obrigatórias. Os conhecimentos sobre a organização do sistema educativo, da escola e da sala de aula e os domínios das línguas, das ciências experimentais, das TIC ou das expressões poderão também ser avaliados, mas aí estamos no domínio do “pode ser” e sabemos que isso significa uma ausência quase certa ou pelos menos uma posição secundária, menor. De resto, apenas o título refere “conhecimentos e competências”, pois em todos os artigos em que se pretende consubstanciar e clarificar o que é a prova só se fala de conhecimentos. Ora fará sentido que professores recém formados já se tenham esquecido de tudo o que aprenderam na formação inicial, cujo grau é agora o mestrado? Ou será que se quer justamente questionar o que eles aprenderam? Se é assim, este não é o meio apropriado, pois há um sistema de avaliação do Ensino Superior, esse sim o instrumento adequado para proceder a tal questionamento.
A Joana percebeu no contexto da sala de aula, numa turma real com alunos reais, os seus problemas ao nível da comunicação. Nas provas escritas este problema era inexistente, tal como numa prova prática no domínio dos conhecimentos.
O que a prova avalia (tal como é proposta neste decreto) não é o desempenho profissional do docente, uma vez que este é impossível de perceber em provas escritas centradas em conhecimentos e é essa a perspectiva que domina neste decreto. Há assim incoerência entre o que se afirma como a fundamentação para a introdução desta medida, leia-se “verificar em contexto real a capacidade de adequação do docente às exigências do desempenho profissional docente” e o que ela vem de facto avaliar. Se os professores mais jovens (período probatório e/ou contratados) estão como os outros sujeitos à avaliação de desempenho porque é que ela não basta? (consultar artigos 27 e 28 do decreto regulamentar [2] em que são especificamente referidas estas situações). Seria então mais justo considerar uma nota mínima a obter na avaliação de desempenho para que se pudesse ingressar na carreira. Ou será que o Ministério da Educação não acredita o suficiente no modelo de avaliação que propõe? De facto, a verificar-se esta sobreposição de instâncias de controlo e avaliação, mais tarde ou mais cedo se revelará a sua ineficácia.
Joana avaliou o esforço que era necessário fazer para mudar as características de personalidade que desde sempre tinham sido as suas e o que isso lhe ia custar. Ponderou também a mudança de curso e os custos que também teria com isso. Mas Joana teve sobretudo pena que o seu ingresso no ensino superior se tenha feito com base numa média aritmética! Em nenhum passo desse seu caminho houve informação ou diálogo que lhe permitisse analisar as suas escolhas ou eventualmente, ajuda na decisão.
Uma prova que na entrada para o Ensino Superior que ajudasse a Joana a tomar uma decisão mais informada sobre as suas escolhas vocacionais/profissionais, essa é que teria feito falta à Joana. No mais, a avaliação de desempenho é suficiente para todos aqueles que de algum modo já iniciaram a profissão e querem ingressar na carreira.
Carla Cibeles in http://www.escolainfo.net/
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
União exige-se!
Uma avaliação feita em cima dos joelhos, e que avança mesmo contra os tribunais (como é possível!!!!), uma prova de ingresso feita à medida do corte do número de professores em condição de concorrer, o fim do ensino artístico especializado, a tentativa de passar a contratação e gestão dos docentes para as autarquias (comecem a arranjar alguns conhecimentos...) [ver notícia]. Uma ministra que nem sequer sabe do assunto onde tem responsabilidades (então uma turma do 2º ciclo pode ter 16 professores?????). Uma ministra que não ouve os professores , e apenas os acusa de serem comunistas. Uma ministra teórica, sem qualquer consciência da situação actual. Uma ministra que entrou num delírio legislativo, em que legisla, legisla, legisla, mas dar condições para pôr em prática o que legisla, isso não, isso é com os professores que têm que se desenrascar! Uma ministra que tem o péssimo hábito de fugir às questões, e esconder-se sempre atrás dos mauzões dos professores!
Enquanto não destruirem a nossa vontade e a nossa dignidade, eles não descansarão, e enquanto os professores não se unirem, eles continuarão a ganhar...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Petição
Findo este trabalho, a petição será entregue e a informação será comunicada aos meios de comunicação.
O nosso agradecimento a todos que assinaram e divulgaram a petição!
Filipe Araújo
Movimento Democracia

