quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Entrega

Dia 25 de Fevereiro, pelas 11 horas, será entregue a Petição Contra a Prova de Ingresso na Carreira Docente, no Governo Civil de Viseu.

Depois de revista, e todas as assinaturas incorrectas retiradas, a petição conta com 11686 assinaturas.

Eu estarei presente, como autor da petição.
O Movimento Democracia estará presente.
O Cartel estará presente.
E tu?

14 comentários:

José Manuel Dias disse...

Em tese o vosso pedido está certo...Só que a vida é feita de barreiras se existem mais candidatos que lugares que critérios devem ser seguidos? Qual é a vossa proposta?
Cumps

visiense disse...

Na petição já propomos, em contrapartida, uma prova de ingresso, mas definida à partida na entrada de um curso via ensino, como um requisito para a entrada na carreira docente. A questão aqui não pode ser vista apenas sob a forma de seleccionar os candidatos a professores. Já existe um sistema, e que irá continuar, que é a graduação profissional, e a avaliação anual (no caso dos professores contratados). Até porque, separa os professores em dois grupos, aqueles que terão essa barreira, e aqueles em que nada mudará. Não acha isso um contra senso, tendo em conta as barreiras e a selecção dos melhores candidatos a cada lugar?
Se o ME quer impor uma nova avaliação, no dizer deles, mais rigorosa e objectiva, isso não bastará para seleccionar os melhores?
Infelizmente, esta prova apenas tem objectivos eliminatórios, dada a sua natureza. Um professor, para ser considerado competente, tem de demonstrar dominar os conhecimentos da sua área, capacidades na Língua Portuguesa, mas também, a relação pedagógica com os alunos, a forma como planifica, a forma como lecciona, etc... E apenas os conhecimentos são avaliados nessa prova. Além de que é uma prova em que um professor é considerado competente tendo 14, 14, 14, e outro que tenha 13, 20, 20, é considerado incompetente.

Cris disse...

Esta petição vai dar frutos... ou pelo menos começará a dar flor para movimentar gente em busca do fruto...
Vamos conseguir, se nos unirmos vamos conseguir!
Força aí, malta! E não esqueçam que amanhã, Sábado - 23-02-08, pelas 15h, estaremos reunidos em Coimbra - Hotel Almedina - Av. Fernão Magalhães, para dar seguimento a esta luta contra a prova de ingresso à carreira docente e contra o desgoverno desta Ministra e da sua "real comitiva"!
Vamos à luta!

Cristina Cruz

José Manuel Dias disse...

Façamos o seguinte raciocínio: abrem-se 50 vagas que vão ser preenchidas. Independentemente dos crit´rios os restantes candidatos fiucam de fora. Introduzir novas exig~encias só pode apurar a qualidade. S.m.o, a luta deveria redireccionar-se. Suscitar mais exigências a quem está. Como sabemos existem muitos que entraram com o antigo 7º ano e fizeram depois o curso pela "telescola". Com as novas exigências de avaliação muitos estão a pedir a reforma. O futuro deve ser dos melhores. Concordo.

visiense disse...

Só pode haver uma avaliação rigorosa com critérios rigorosos. Se acha que deve haver uma selecção, apenas para haver uma selecção, não importa quais critérios, isso não traz qualidade, traz sim discriminação e desvalorização dos critérios objectivos usados actualmente. Se se abrem as tais 50 vagas, por alguma razão alguns ficam de fora: existem critérios que fazem já essa selecção: a nota final de curso complementada com o seu tempo de experiência. Isso são critérios objectivos. Se agora, com estes (e ilegais) requisitos, um professor com média de 17 na prova de ingresso pode ser eliminado, e outro, com média de 14 nessa mesma prova, pode ser considerado competente, diga-me por favor qual a objectividade e a justiça, pois eu não consigo ver como isso irá trazer qualidade ao nosso ensino.

Filipe Lopes disse...

Sou a favor da dita prova.

De resto no tempo do David Justino esteve para ser aplicada.

Estou farto de ser ultrapassado por colegas formados nas privadas, que nem escrever sabem, com médias de 16/17 valores.

visiense disse...

Ainda bem para si... Visto ver esta prova como uma forma de ultrapassar colegas (e aqui, certamente se passar, não se importará de ultrapassar um qualquer colega seu, que terminou o curso com melhor nota), não tenho nada a dizer-lhe...

Anónimo disse...

A questão colocada pelo Filipe tem todo sentido. Algumas privadas têm um critério de notas mais generoso favorecendo os que podem pagar as propinas, Uma prova única colca todos em plano de igualdade. Quem quer ter melhor nota que se esforce para conseguir, sou a favor da avaliação rigorosa de quem está na carreira. existe muito incompetente e desmotivado a dar aulas, podem abrir lugar para mais novos e mais capazes. Se fossem na privada já lhe tinham "metido os patins"...
Carlos

visiense disse...

Penso que colocar o nosso acordo sobre esta prova apenas porque alguns (e não pensemos que TODOS os professores saídos das privadas tiveram essas vantagens) professores foram beneficiados, é a mesma coisa que concordar com a avaliação, mesmo que nos prejudique, apenas porque também há muitos professores efectivos sem qualidade. Isso torna esta avaliação correcta? O facto de esta prova de ingresso ir colocar certos professores no seu respectivo valor, torna-a correcta? E os restantes professores? Que se lixem? Não tenhamos dúvidas, esta prova é feita para eliminar professores da carreira, e nem eu, nem quem defende esta prova está livre de ter um dia menos bom, e ter um 13...

Anónimo disse...

Quem tem unhas é que deve tocar guitarra. Sou a favor da prova porque há muito incompetente que quer ser funcionário público pq saiu com boa nota duma privada. E sou afavor da avaliação dos professores porque há muitos instalados que não se esforçam e eu este ano, ainda não fui colocado. Se els não são capazes de responder às exigências - que devem ser maiores porque é assim a lógica da vida - que vão para a reforma e dêem lugar a outros!
Trabalhem mas é!! Só querem facilidades e depois os estudantes também se baldam...
Isto é mas é luta partidária!
Carlos

brit com disse...

Com esses valores e essa perspectiva, ainda bem, pelo bem dos nossos alunos, que não foi colocado. Quando há tendência de meter tudo no mesmo saco isso é sinal de falta de informação e reflexão.
Claro que há colegas colocados que pensam como você... e como tal, não se informam, nem reflectem...
Se eu, QE há 16 anos, quisesse facilidades, planeava as minhas aulinhas assistidas com o mágico quadro interactivo e já está.
Acontece que sou a favor da exigência e qualidade no ensino...
Perceba, se quiser e pare de mandar papaias sobre lutas partidárias.
Perceba de uma vez por todas que quem quer o facilitismo e o está a promover é o governo. Portanto vá-se queixar a eles, como nós o estamos a fazer... mas veja lá: ainda o acusam de preguiçoso e partidarista...

Anónimo disse...

Isso é conversa de comuna...querem é pão para hoje e fome para amanhã. Se calhar nem sabe o que um email...É preciso lata! Isntalado é o que é. Exigências é o que é preciso.
Carlos

visiense disse...

Amigo carlos, aqui não há partidarismos, apenas professores sem medo de falar nas coisas como elas são. O senhor, ou quer aproveitar-se de processos pouco claros do ME para progredir na carreira, ou está a defender o PS com unhas e dentes. Deixe que lhe diga que eu sou e sempre fui socialista, e sempre votei no PS. Mas isso não me obriga a ser cego, e a ver tudo cor de rosa. Se aqui quiser participar, ou tem uma atitude mais educada, ou agradeço-lhe que não volte aqui a comentar.
Cumprimentos, Filipe A.

brit com disse...

Sr Carlos,
Comuna ou não (por acaso não sou) é direito meu e sua obrigação respeitar. Sei perfeitamente o que é um email, um blog, um site, um download, um upload, html, configurações de sistema, IPs, DNS, registry keys, etc e tal...
Faço a configuração do meu próprio blog... actualizo as minhas disciplinas no moodle (já ouviu falar?)na escola (fora de horas pagas).
Se há coisa que não sou é instaladA!
Eu exijo, não passo a vida a falar de boca cheia pelas caixinhas de comentários... Por isso sou das "mal vistas" na minha escola...
E sem mais, porque não lhe admito que me meta no mesmo saco de outros...
Com cumprimentos