sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

O acordo

PS e PSD de acordo quanto à avaliação dos professores

A existência de um acordo entre PS e PSD marcou ontem o debate na Assembleia da República de oito diplomas sobre a avaliação dos professores. Os dois maiores partidos não assumiram o entendimento mas a convergência de posições ficou evidente e, no final do debate, o líder da bancada socialista, Francisco Assis, assumiu que o seu partido "está disposto a não inviabilizar" a proposta do PSD. O acordo, sabe o CM, está a gerar mal-estar no PSD.

Já aqui o disse, por tudo o que aconteceu nestes últimos anos, o PS deveria ser forçado a suspender o processo, nem que fosse apenas pela derrota pública. As más acções não devem ficar sem punição, já dizia o outro. E olho para a proposta do PSD e vejo o mesmo que propunha antes, mas apenas retirou a tal palavra "infame"... Suspensão. Por mim tudo bem, mas depois não esperem o meu voto nas próximas eleições! É porque eu tenho memória. E este acordo, razoável mesmo assim para os professores, mostra um PSD que não cumpre as suas promessas, e muito desorientado quanto a estratégia eleitoral.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Isabel Alçada admite deixar cair divisão da carreira

O Governo prepara-se para deixar cair a divisão da carreira docente entre professor titular e não titular, naquele que será um dos maiores passos dados pela nova ministra da Educação, Isabel Alçada, no sentido de chegar a um consenso quanto a um novo modelo de avaliação dos professores.

Finalmente começam a falar mais a sério. No entanto, é bom não esquecer que isto é um doce que estão a dar à oposição e sindicatos no sentido de estes deixarem cair o termo "suspensão"... Ainda assim, é bem melhor que outros doces (migalhas) com que nos tentavam calar no tempo da outra senhora. Mas é o sinal que tudo irá mudar. Caindo a divisão da carreira, deixa-se cair por completo este modelo, que tinha por base essa mesma divisão. Agora vamos ver se não aparecerá contestação de alguns colegas, felizes da vida que andavam com o estatuto de professor "superior", quando a inevitável reestruturação dos escalões da carreira acontecer.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

De recuo em recuo...

PSD já não fala de suspensão, mas sim de substituição, o BE já retira o seu projecto lei, o CDS certamente irá pelo mesmo caminho, e veremos o que fará a CDU... Argumentos há vários, e todos eles politicamente correctos, como as negociações que estão a decorrer entre ME e sindicatos, ou até, a tolerância perante o "diálogo" do ME.

Pessoalmente, e depois de anos a ser achincalhado por um ME e governo socialista, com muita imprensa e opinião social atrás, fico desiludido com esta vitória do PS... Porque não se iludam, apesar das mudanças, inevitáveis perante a maioria relativa, está-se a perder uma oportunidade histórica de uma demonstração de força da nossa classe.

Fico ainda desiludido perante o oportunismo político dos nossos partidos. Antes, faziam juras de amor aos professores, e prometiam não recuar até a justiça ser reposta, agora, com desculpas esfarrapadas, já estão a pensar nos próximos alvos a conquistar para as próximas eleições...

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Ministra promete novo modelo de avaliação

A ministra da Educação, Isabel Alçada, promete apresentar um esboço de um novo modelo de avaliação dos professores na próxima semana, revelou em entrevista à RTP. Isabel Alçada garantiu que os professores e os sindicatos serão os primeiros a tomar conhecimento das novas propostas do Executivo.



Primeiro não haveria novo modelo, agora já há. Mas pronto, isso é uma boa notícia. No entanto, a suspensão do actual processo nem sequer está em cima da mesa, e isso, já considero mal, muito mal. Obviamente que este ME, ou este governo, querem que o actual processo chegue ao fim, com o argumento que os professores seriam prejudicados se tal não acontecesse. Mas todos sabemos que este ciclo avaliativo foi uma farsa, em que apenas uns quantos foram realmente avaliados com este sistema, logo, sem credibilidade nenhuma. Ora, se o governo o quer, nós (os sindicatos) deveriam não o querer, de maneira a pôr a nu toda a falácia argumentativa governamental. Ajuda têm-na, dos partidos da oposição; justificação também, do ataque de que fomos alvo; falta saber se têm a motivação...



Quanto a novos modelos, vamos ver o que Isabel Alçada apresenta. Porque se este modelo vai ser abandonado/suspenso (usem as palavras que quiserem), o novo pode não ser assim tão novo. Esperemos que o tal esboço não seja nenhum modelo resumido do antigo. Mas pode ser que não, basta para isso que a divisão da carreira desapareça. Quanto a um novo modelo, já aqui o disse: aquele que mais me convenceu foi o apresentado pelo CDS.



terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Questões que os sindicatos têm que se fazer a si próprios antes da negociação

Ministra vai apostar em "pacificar" clima com sindicatos

O Governo começa, esta terça-feira, as reuniões com os sindicatos. A ministra da Educação deverá partir para o diálogo com uma proposta que vise melhorar o processo de avaliação, numa tentativa de pacificar o sector, mas a suspensão continua fora do horizonte do Executivo.


Isabel Alçada irá apostar numa mudança profunda nas regras deste modelo de avaliação para tentar que a suspensão não vá avante. A obsessão deste governo, ou melhor, do seu responsável máximo, é a aparência de vitória. Por isso, vai tentar pacificar o processo acenando com muitas cedências aos sindicatos para tentar que o invólucro permaneça o mesmo...

Aqui faço duas perguntas: o que interesserá mais? A nossa vitória encapotada, com a mudança real no modelo de avaliação e na divisão da carreira docente, ou a nossa vitória pública, com a consequente derrota pública de Sócrates, mas muito mais trabalhosa e conflituosa?

Penso que o mais fácil é aceitar a primeira, voltando rapidamente a paz às escolas. Mas por outro lado, a afronta que foram estes últimos anos deveria ter um preço mais caro a Sócrates, e a nossa vitória púlica seria um aviso a todos aqueles que no futuro poderiam voltar a olhar os professores como os bombos da festa...

domingo, 8 de Novembro de 2009

Esta é que o Sócrates não esperava!

Maioria dos portugueses defende a suspensão da avaliação dos professores.

A maioria dos portugueses defende a suspensão do actual modelo de avaliação de professores, apesar do estado de graça à volta da nova ministra da Educação, indica a sondagem Renascença/SIC/Expresso.

Sócrates quer manter o braço de ferro com os professores. Por uma questão de aparências, quer mudar o modelo sem mudar o nome e sem suspender nada. A estratégia política assim o mandava e aconselhava, para tentar forçar a oposição a fazê-lo e assim, teoricamente, ser penalizada numas futuras eleições. Pois bem, esta sondagem vem mostrar que os portugueses, ou a sua maioria, defende exactamente o contrário de Sócrates: a suspensão do processo. Sócrates certamente não contaria com este dado, e vai ser interessante ver o que acontecerá nesta próxima semana. Se os sindicatos e os partidos da oposição mantiverem a sua posição quanto à necessidade da suspensão da ADD, pode ser que ela seja mesmo suspensa. Apenas espero que ninguém se deslumbre (os sindicatos) com toda esta "abertura" de Isabel Alçada. Apenas com negociação se irá chegar a decisões finais, mas está na altura deste ME mostrar algo que consubstancie toda essa "abertura".

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Má notícia

Seguro deixa presidência da Comissão de Educação

António José Seguro vai deixar a presidência da Comissão da Educação. É uma má notícia pois é das poucas caras de oposição a Sócrates dentro do PS, e além disso, ser uma figura respeitada e digna, coisa hoje em dia difícil de encontrar no parlamento... O que quer dizer que o próximo presidente será sem dúvida mais um elemento da guarda pretoriana de Sócrates, com evidentes prejuízos para as negociações sobre a Educação.




quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Rejeita, mas negoceia! Negoceia, mas rejeita...

O primeiro-ministro rejeitou a suspensão do processo, justificando que não pretende 'ajustar contas com o passado'. Pouco depois, a ministra da Educação, Isabel Alçada, diria à saída do final da primeira parte do debate que 'tanto no sistema de avaliação como no Estatuto [da Carreira Docente], duas faces da mesma realidade, não há pontos que não se possam mudar'.

Sócrates rejeitou a suspensão do processo de avaliação, mas abre portas a negociações imediatas. Sócrates quer negociar, mas dentro dos limites impostos pelo seu programa. Isto faz-me lembrar os célebres raciocínios do professor Marcelo!...

Mas Isabel Alçada já diz que não há ponto que não possa ser mudado... Pois, pode-se mudar tudo, modelo e tudo, mas se ficar o mesmo nome e nada for suspenso já ficam contentes! Pois, acho que pensam que podem mudar o conteúdo deixando a mesma caixa!




quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Entre escolas impreparadas e teimosia em não as fechar, alguem há-de escapar...

Sessenta escolas portuguesas com focos de infecção

O Ministério da Saúde registou entre 26 de Outubro e 1 de Novembro focos de infecção por gripe A (H1N1) em 60 escolas do país, mais 53 do que na semana anterior. No mesmo período, aumentou também o número de pessoas com sintomas da doença


«Maioria das escolas não cumpre plano de contingência»


Com o tempo frio, aumentou exponencialmente os casos de Gripe A nas escolas. E deixa-me perplexo que se queira mostrar um cenário de suposta tranquilidade quando na realidade as escolas, a maioria, não estão preparadas, nem têm os recursos necessários, para levar a cabo o plano de contingência. E depois, recusam-se a fechá-las, ou até, que professores e funcionários em contacto com os alunos infectados fiquem em casa de prevenção. Mas pronto, já há muito estamos habituados a trabalhar doentes, não é verdade...

No meio disto tudo, alguém há-de escapar...

Itália condenada pelos crucifixos em salas de aula

Itália condenada pelos crucifixos em salas de aula

De acordo com os sítios de internet da BBC e do Avvenire, o tribunal considerou que a presença de crucifixos numa sala de aula viola o direito dos pais “a educar os filhos segundo as suas convicções” e também a “liberdade religiosa dos alunos”.

Faz-me um pouco de impressão este tipo de notícias. Um símbolo religioso viola o direito de educar os filhos segundo outras convicções? Quando se fala tanto em democracia, em tolerância, quer-se sempre subjugar as maiorias às minorias... Eu concordo que os países ditos laicos, como é o nosso e Itália, não se deve diferenciar uma crença de outra, mas querer purgar de todas as escolas qualquer símbolo religioso, quando estes estão aí há muitos anos, sendo já uma questão cultural, mais que religiosa, é um pouco intolerante. E se fosse o contrário?





terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Decidam-se! Ou dialogam ou não dialogam...

29 de Outubro:





Eles não se entendem, ou finalmente alguém teve o bom senso, ou simplesmente a inteligência suficiente para não embarcar num barco prestes a afundar...





Realmente é difícil de perceber...

FENPROF acusa Governo de «teimosia» na avaliação dos professores

Ou eu sou muito burro, ou realmente há alguma estratégia muito obscura nesta "teimosia" do governo... Esta situação faz-me lembrar um feiticeiro que pensava ter o poder dos deuses, e para mostrá-lo a todos, decidiu parar uma avalanche. Sem surpresa, o feiticeiro desapareceu engolido pela neve...




sábado, 31 de Outubro de 2009

Margarida Moreira quer ir embora! Finalmente...

Margarida Moreira quer deixar Direcção Regional do Norte

Pode ser que seja um sinal. Talvez Margarida Moreira não se sinta tão à vontade com esta ministra como se sentia com Maria de Lurdes Rodrigues. E isso, apenas abona a favor de Isabel Alçada. Porque não nos iludamos, este tipo de pessoas apenas larga o poder quando sabem que o vão perder!





sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Passeando alegremente na terra dos loucos...

O presidente do Conselho das Escolas acredita que os directores estão a cumprir a lei e que este não é o momento para “suspender o modelo e deixar um vazio – até porque sem avaliação não há progressão”.

Lembram-se de um célebre general iraquiano que, apesar das evidências da derrota iraquiana, ía apregoando o avanço e quase vitória dos exércitos de Saddam? Hmmm... Passeando alegremente na terra dos loucos...

Enquanto isso, e porque em terra de cegos, quem tem um olho é rei, muitos directores estão a protelar a entrega dos objectivos individuais. Haja ao menos um pouco de sensatez...





Para ouvir com tempo e calmamente! - Bom fim de semana



Uma banda pouco conhecida por estes lados, de tempos idos, mas com músicas rock fantásticas! Bom fim de semana.

E já agora, e a Prova de Ingresso?

Eu sei que quando se fala da revisão do Estatuto da Carreira Docente, fala-se de muita coisa, mas por enquanto tem-se limitado à avaliação e à divisão da carreira em duas categorias. Eu sei que a prova de ingresso não é assunto importante para a grande maioria dos professores, mas continua a ser extremamente importante para os mais frágeis, que são os contratados mais novos. Seria bom que não fosse esquecido, tendo em conta que é algo que já está regulamentado, regulamento esse que já foi alterado no sentido de tentar calar algumas vozes, mas em que essas alterações foram poucas ou nulas.

Apenas peço que este assunto não seja esquecido por sindicatos, e já agora, pelos vários partidos da oposição, que relembro, se comprometeram em comissão de educação tentar resolver esta situação.




quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Paulo Portas - Avaliação na mudança de escalão

Educação: Paulo Portas defende que professores devem ser avaliados no momento da mudança de escalão

Defende ainda que a avaliação deve ser liderada pelo Conselho Pedagógico.

É mais uma ideia. Espero que venham mais ideias, e que todos juntos consigam uma solução para este problema. Pessoalmente fiquei algo convencido pela proposta do CDS de aproximar ao modelo das escolas privadas, como expliquei aqui.





O prazo termina amanhã. E agora srª ministra?

O prazo para a entrega dos objectivos individuais definido pelo antigo governo termina amanhã. Se a onda do diálogo apregoado pelo novo governo, ou a disponibilidade de Isabel Alçada para resolver o problema deste modelo de avaliação e divisão das carreiras forem reais, nada melhor que suspender um processo já moribundo e dar uma mensagem a todos os intervenientes.
A escol(h)a dos novos secretários de estado não foram a melhor indicação, visto serem representantes de políticas "chaves" deste governo...




quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Novos Secretários de Estado da Educação

Alexandre Ventura e João Mata são os novos Secretários de Estado da Educação. Valter Lemos, pelos seus "préstimos" ao PS, desculpem, na Educação (...), foi recompensado com a Secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional.

Ventura, da Universidade de Aveiro, foi presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, um sinal de que o XVIII Governo não deixa cair a avaliação dos docentes. Mata transita do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação e foi coordenador do Plano Tecnológico da Educação. (ver notícia)




É a estratégia burro!

Governo tenta aproximar-se dos sindicatos e oposição

Expliquem-me como se eu fosse muito burro: se era para recuarem e aproximar-se dos professores em áreas como a avaliação e a divisão da carreira, porquê deixar passar as eleições? Serão eles estúpidos ao ponto de não terem percebido que o não recuo iria custar-lhes a maioria? Toda aquela "determinação", "confiança nas políticas", "certezas educativas", esfumaram-se assim? Tanta estratégia deu nisto... Eu não me importo, pois maiorias absolutistas não são comigo, mas não deixo de pensar: é a estratégia burro!