sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Manif dia 8: sindicatos esperam 25 mil professores

Eu espero mais, muito mais!

Algumas notícias onde se fala da prova de ingresso:

Portugal Diário


Sol

Um artigo interessante de 1 de Fevereiro (um pouco atrasado, mas bastante actual) sobre a prova de ingresso, por um professor com mais de 20 anos de carreira. Ler aqui

É bom sentir que não estamos esquecidos! Agora só falta os contratados unirem-se e fazerem-se ouvir dia 8 na MAIOR MANIF DE PROFS DE SEMPRE!!!!!!

5 comentários:

Anónimo disse...

Chumbos e desistências caíram 19% no básico e secundário

A taxa de chumbos e desistências caiu no último ano lectivo em todos os ciclos do ensino básico e no ensino secundário, onde a diminuição atingiu quase os 20 por cento, segundo o Ministério da Educação (ME).
De acordo com dados do ME a que a Lusa teve hoje acesso, este indicador relativo ao ensino secundário caiu 5,8 pontos percentuais entre os anos lectivos de 2005/06 e 2006/07, passando de 30,4 para 25,6 por cento, respectivamente, o que representa uma diminuição de 19 por cento.

Já no ensino básico, a taxa de retenção e desistência passou de 10,6 para 10,0 por cento entre 2005/06 e 2006/07, sendo que em 2004/05 situava-se nos 11,5 por cento.Por anos de escolaridade, no 12º ano este indicador passou de 46,5 para 36,7 por cento no mesmo período, o que representa uma diminuição superior a 21 por cento.
Boas notícias

visiense disse...

Sim, foram os últimos três anos de governação que conseguiram estes resultados... Porque é que para os maus resultados, a culpa é dos professores, mas os bons, já é das políticas? Não nos esqueçamos que é um processo longo e complexo, e que começa no pré-escolar. Chamar os louros a si, de resultados que em si, resultam de 9 ou 12 anos de ensino, é total demagogia.

Estes resultados mostram que a melhoria dos resultados não estão nas recentes políticas do ME, mas sim noutras variantes.

Anónimo disse...

Paulo, Baldaia, Director da TSF

Fazer reformas que impliquem os funcionários públicos é brincar com o fogo e não há ministro que não saia chamuscado. Acontece até que há ministros, como Correia de Campos, que são queimados na praça pública. Manifestações atrás de manifestações levaram Sócrates a concluir que o ministro não ajudava ao bom desenvolvimento da política de saúde determinada pelo Governo.

Correia de Campos já faz parte da história e agora as manifestações, convocadas por sms ou trabalhadas com afinco pela Fenprof, são dirigidas contra Maria de Lurdes Rodrigues. Para a semana está marcada uma hiper, mega, gigantesca manif contra a ministra. A verdade é que muitos professores e muitos dos seus familiares não gostam que lhes mexam com a vida.

São anos e anos em auto-gestão. Com professores a faltar e os alunos a gozar o furo sem nada aprender e nada fazer. As aulas de substituição são já um dado adquirido, mas há bem pouco tempo havia gritos sindicais, atrás de gritos sindicais, contra a blasfémia ministerial.

Aliás, até uma boa medida como a estabilidade na colocação dos professores mereceu criticas dos sindicatos. Sempre que se pede aos professores que se adaptem ao novo mundo, pode até acontecer que a maioria dos docentes esteja disponivel para a mudança, mas os sindicatos é que não estão, nem estarão, para aí virados.

Sobre a mais recente polémica com a avaliação dos professores, a maioria dos que são bons está a favor e não quer mais adiamentos provocados pela desculpa de que o sistema não é perfeito. É aqui que os sindicatos devem começar a mudar. Se a avaliação é absolutamente necessária, e é, se os sindicatos não concordam com o método, e não concordam, devem apresentar o método que na sua opinião mais se aproxima da perfeição. Ou seja, fazer parte da solução e não do problema.

É preciso educar os novos sinicalistas para que não fiquem à espera das decisões governamentais. É preciso que a contestação permanente seja substituída pela permanente mudança a partir de dentro.

Os professores, como os juízes, os médicos e restante Função Pública têm de perceber que o emprego para a vida, com todas e mais algumas regalias, é chão que deu uvas. É urgente fazer melhor com menos dinheiro, porque não há cofre público que aguente uma vida de porta aberta aos interesses das corporações.

A FNE quase desapareceu do mapa mediático e a Fenprof controla a seu belo prazer os medos da classe. Quem os ouve acredita que o Estado anda a olhar para os professores como bandidos. Cria-se a ideia de que existe uma perseguição sem sentido aos docentes e eles ficam mais disponíveis para o protesto.

O protesto é, aliás, livre. E é, muitas vezes, uma arma contra a injustiça. Mas talvez fizesse bem aos sindicatos olhar para a sondagem, divulgada ontem pela SIC, em que os portugueses aparecem a dizer que a educação melhorou.

Esperemos que esta pré-campanha eleitoral fora de tempo - falta mais de um ano para as legislativas - não faça a oposição e os sindicatos serem do contra por ser contra, nem o Governo recuar à procura de votos. Para bem do país, avaliem os professores. Mesmo com um método imperfeito.

E deixem que a reforma da educação siga em frente! Como está é que não pode ficar.

Paulo Baldaia escreve no JN, semanalmente, aos sábados




FANTASm ORTO

visiense disse...

Ainda não percebi o que quer dizer com isto tudo! Vozes ignorantes sobre a educação levantam-se todos os dias... De que vale citar um director de uma rádio, quando muitos dos seus pressupostos iniciam-se naquele em que os professores são uns malandros, e não trabalham nem querem trabalhar? Se em vez de fazer "reformas" para controlar os professores, dessem REAIS condições de trabalho, escolas mais preparadas, com condições de trabalho efectivas, formações grátis e contínuas, etc, etc, etc, certamente os resultados melhorariam imenso. Mais é mais barato apenas cortar com as regalias dos professores(a diminuir de dia para dia, ao contrário de outras classes)...

Francisco Almeida disse...

O SPRC . FENPROF realiza uma concentração de professores, em Lamego, no próximo dia 5 de Março (quarta-feira), pelas 17.00 H, frente à Escola Secundária Latino Coelho.
Aos professores sobram razões para lutar
Não faltes !