sábado, 5 de julho de 2008

Quadros de agrupamentos: concordo com reticências...

Vinte mil professores vão ficar mais perto de casa

Antes de mais, devo fazer aqui uma pequena correcção. Quadros de agrupamentos no fundo, apenas o são para os professores do 1º ciclo, que terão um mini-quadro de zona pedagógica. Para os restantes professores, visto cada agrupamento apenas ter uma escola básica 2,3 ou secundária, será na realidade a efectivação. Não discordo com a medida. Era algo que já devia ter sido feito há mais tempo. Agora, nem tudo são rosas! Quando na reportagem se diz algo como "
Perspectivas como viver em Beja e ser colocado em Sines deixarão de ser motivo de angústia para muitos professores (...)" vê-se logo que não sabem muito bem como isto funciona. Parte-se do pressuposto que todos os professores terão lugar num agrupamento perto da sua área de residência. Ora, nós sabemos, já por experiência, que nem sempre nos calha em sorte aquilo que nós queremos, principalmente nos concursos de professores. Por alguma razão, muitos se querem efectivar, têm de concorrer para longe. Acredito que muitos professores irão na realidade ficar mais perto de casa, mas muitos outros não. E agora apenas terão a hipótese de alterar essa situação passados 4 anos, sem garantias de sucesso. E já que estamos numa de reflectir, já não era isso que supostamente se passava com a colocação plurianual?

Na minha opinião, é uma boa medida, que reforça a estabilidade docente nas escolas. No entanto, não canto loas pois não é o mar de rosas que Valter Lemos quer fazer crer.




2 comentários:

mylittlebaby.blogs.sapo.pt disse...

É óbvio quem fica perto de casa fica bem, mas muitos colegas ver-se-ão obrigados a alargar a sua candidatura,d e modo a tentar ingressar nos quadros... e o problema, como já aconteceu há 3 anos atrás, é que só teremos hipotese de alterar a nossa candidatura daqui a 4 anos... mas há algo mais injusto do que estes concursos plurianuais?? Eu que o diga que fiquei colocada a 150 km de casa por 3 anos... e agora sabe Deus...

Filipa disse...

150km? Anda uma pessoa a queimar pestanas e dinheiro (sim, que já ninguém acredita na treta do ensino gratuito) uma série de anos, enquanto podia andar na desbunda para discotecas, a fumar umas valentes com os amigos, para depois começar a trabalhar e acontecer-lhe... isto! E o pior é que quando olha para os que andaram na desbunda nota que estão em casa sossegadinhos, vivem à grande e à francesa, cai-lhes dinheiro até das cuecas porque, coitadinhos, são uns desgraçados, a vida não lhes sorriu. Então vai o Governo e dá o rendimento mínimo. Vai a Segurança Social e dá uma pensão, um abono, ou o raio que os parta. Vai a associação x, y ou z e dá mais uma ajudinha. Depois têm negócios paralelos e nem impostos pagam que não estão para isso. E não há finanças que lhes pegue! Eu tenho 16 anos, estudo e estudo a sério, a minha mãe e o meu pai são ambos trabalhadores, a minha mãe (infelizmente) é professora... e eu decidi trabalhar por conta própria. Quis trabalhar legalmente, fui às finanças colectar-me. É nestes momentos que amaldiçoo a educação que me deram, porque se eu fosse uma marginal tinha 100% de lucro limpo, era pegar e pronto, bolso! Acho indecente o Estado dar condições a quem não quer trabalhar e não as dar a quem quer. É incrível, que país de brincar é este?